5S em seus wireframes
Hoje no trabalho, participei de um treinamento sobre 5S que foi muito interessante. A partir dos conceitos apresentados percebi que podemos utilizar o 5S também em nossos wireframes. Veja só:
* O 5S é uma metodologia criada no Japão, no pós guerra, utilizada para melhorar a organização dos ambientes de trabalho; muito em função dela, o Japão conseguiu se reerguer e se tornar a potência que conhecemos. O nome 5S provém de cinco palavras do idioma japonês, iniciadas com a letra “S” e que designam cada um dos princípios a serem adotados:
Seiri: Senso de Utilização - Significa separar o útil do inútil, ou seja, descartar todos os elementos da interface que não são utilizados ou que não tenham uma função definida. Existem muitos sites que possuem elementos que são meras “firulas”, que não servem para nada; podendo prejudicar a navegação e o entendimento do usuário.
Seiton: Senso de Organização - Consiste em estabelecer um lugar para cada coisa e organizá-las conforme a frequência do uso. Se utilizado frequentemente, é melhor que o elemento / informação esteja bastante visível ou a poucos cliques do usuário, caso contrário, pode estar localizada em níveis mais profundos. Agrupamento intuitivo de informações, rótulos claros e objetivos também contribuem na organização dos elementos, facilitando a localização do conteúdo e a realização das tarefas.
Seisou: Senso de Limpeza - Consiste em manter os ambientes limpos. Isso pode ser refletido na quantidade de elementos que colocamos nas interfaces e até mesmo na duplicação de informações contidas no sistema. É bom lembrar que mais importante que limpar, é não sujar; por isso as informações devem estar estrategicamente armazenadas e a navegação deve ser simples e objetiva, garantindo assim agilidade e satisfação de quem utiliza a interface.
Seiketsu: Senso de Saúde ou Melhoria Contínua - Pode se resumir assim: “Hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”. Este princípio significa um aprimoramento contínuo. O arquiteto deve estar sempre antenado, estudando, observando o usuário e as tecnologias emergentes. Visão estratégica diferenciada, facilidade de comunicação e conhecimento profundo do usuário são competências que contribuem para a melhoria contínua.
Shitsuke: Senso de Autodisciplina - Autodisciplina é um estágio avançado de comprometimento dos arquitetos em relação às suas entregas, que seguem os princípios independente de supervisão. Para atingir este estágio é necessário ter atendido satisfatoriamente os 4 princípios anteriores do 5S.

Março 30, 2008 em 6:24 am
Muito bom e útil o artigo.
Essa frase “Hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”,
tenho tentado viver todos os dias =)
abs.
Março 31, 2008 em 3:40 am
Que show isso! Se tu mostrar para a instrutora do curso, vai começar a ser chamada para dar o treinamento! Parabéns! Agora quero ver se tu vai implantar o 5S na tua mesa de trabalho - sorte tua q por enquanto ela é virtual. hahahahahaaha Beijos. Flavia
Março 31, 2008 em 1:47 pm
Interessante essa metodologia. Apesar de ela ter bastante tempo, pode coloborar com o nosso cotidiano dos arquitetos de plantão.
Vou add no meu del.icio.us
Abril 1, 2008 em 11:06 am
Muito legal, Lu =)
Abril 7, 2008 em 6:59 pm
é muito interreçante mesmo, e gostaria de complementar dizendo que o 5s envolve mais do que organizaçao material… mas tambem nos influencia a mudar nossos estilos de vida.. utilizando sentimentos bons, organizando nossa mente, limpando nossa alma, melhorando nossos corpos e nossa saude mental, e sendo mais produtivos com a auto-diciplina
Abril 11, 2008 em 3:19 pm
Tem um curso do Sebrae gratuito sobre o 5S, ele é realmente bastante interessante e não sabia da sua aplicação em Wireframe, muito bem abordado. Abraços Lu, sucesso!!!
Junho 8, 2008 em 6:55 pm
fantástico!
Julho 8, 2008 em 1:17 am
Extremamente útil o artigo! Foi direto pro del.icio.us.

Julho 17, 2008 em 2:47 pm
Excelente, nota 10 com louvor.
programa alytamente eficiente.
O segredo do sucesso, por issso q. tudo no Japão abaixo de Deus é perfeito.
Muitoobrigado !
Ana Catarina
Belém do Pará